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A Perspectiva do Ensino de História na EJA: a partir dos instrumentos avaliativos - 21/05/2007
Coluna A Voz do Professor

Introdução

Dissociada da realidade social, a disciplina História não faz mais do que reproduzir um conhecimento desarticulado, despolitizado, fragmentado e cada vez mais tomado como prática educativa que desenvolve nos alunos o mito da “memória nacional” com seus heróis e vilões.

O ensino de História para EJA deve contribuir para o resgate dos valores humanísticos que vêm sendo desvalorizados no contexto atual das sociedades capitalistas, como por exemplo, a ética, a cidadania e a educação como direito de todos.

A experiência docente

Durante dois anos e meio, fui professora de História na modalidade EJA, (Educação de Jovens e adultos) em escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. Sinto-me assim à vontade para falar dos meus anseios e expectativas em relação a esse público.

Aceitei o desafio de trabalhar com essa modalidade de ensino e a partir desta oportunidade, dediquei-me, ainda que a escola não oferecesse adequadamente condições físicas, materiais e pedagógicas.

A realidade das escolas em que trabalhei correspondia a alunos, em sua maioria, carentes emocional e materialmente, além de alguns ainda estarem envolvidos no mundo das drogas e do crime.

Ainda assim não devemos deixar de levar em consideração também os anseios e expectativas desses alunos: alguns estavam estudando pela busca do conhecimento; outros pela necessidade de se ter um diploma para uma promoção no emprego; outros eram obrigados pelos pais, enquanto outros almejavam uma participação político-social mais ativa.

A partir desse contexto, organizei as aulas de forma dinâmica, buscando sempre no processo de ensino aprendizagem interagir com os alunos, ao mesmo tempo, incentivando a consciência crítica dos mesmos. O grande desafio, no entanto, era avaliá-los.

O processo avaliativo

O termo avaliar tem sido associado a expressões como: fazer prova, atribuir nota e fazer exame. Esta associação, tão freqüente em várias escolas, é resultado de uma concepção pedagógica arcaica, mas tradicionalmente dominante.

Nela a educação é entendida como mera transmissão e memorização de informações prontas e inquestionáveis e o aluno é visto como um ser passivo e receptivo. Conseqüentemente, a avaliação se restringe a mensurar a quantidade de informações retidas e assume um caráter seletivo e competitivo.

Entretanto, dentro de uma concepção mais moderna, a avaliação não se reduz apenas a atribuir notas. Segundo Haydt (1997,p.14),“atualmente, a avaliação assume novas funções, pois é um meio de diagnosticar e de verificar em que medida os objetivos propostos para o processo ensino-aprendizagem estão sendo atingidos”.

Neste contexto, a avaliação assume uma dimensão orientadora e norteadora, pois permite que o aluno tome consciência de seus avanços e dificuldades, para continuar avançando na construção do conhecimento.

Para Luckesi (2005),”avaliação da aprendizagem é o ato de diagnosticar o desempenho do estudante, tendo em vista auxiliá-lo a chegar ao nível mínimo necessário de aprendizagem.”

Ainda assim, alguns professores compreendem a avaliação por meio de perguntas e respostas objetivas e diretas.Torna-se assim,questionável a manutenção de testes e provas como instrumentos suficientemente capazes de representar o conhecimento de jovens e adultos educandos.

Acredito que a avaliação deva reconhecer e valorizar o conjunto de competências que vão além da dimensão cognitiva, constituindo-se mais no “saber-ser” do que no “saber-fazer”.

É importante ressaltar que essa modalidade de ensino é oferecida aos que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio, na idade própria. Nesse sentido, o instrumento avaliativo determinado pela maioria das escolas- a prova- não pode ser visto como única opção de avaliação.

Essa deve valorizar e buscar propiciar ao aluno a questionar, a pensar de forma critica e consciente. É nesta perspectiva que a avaliação deve ser pensada.

Nas aulas de História, os conteúdos eram selecionados a partir de características dos alunos da EJA e eram organizados e desenvolvidos de modo a viabilizar interativamente o processo de construção do conhecimento, tais como: a utilização de vários recursos didáticos;debates e discussões, como formas de desenvolver a capacidade de argumentar, ouvir e refletir sobre o ponto de vista do outro e explicitar o próprio raciocínio, permitindo a sistematização e socialização do conhecimento.

A relação educador - educando

Paulo Freire (Educação,1994), relata que “o educador precisa partir do seu conhecimento de vida e do conhecimento de vida do educando, caso contrário, o educador falha”.

Cabe ao professor perceber o que os alunos almejam com os estudos e com base nessa informação, ele deve construir uma prática para atender às diferentes necessidades de aprendizagem. Deixar que cada aluno contribua com suas lembranças e experiências é fundamental para que todos se sintam inseridos neste processo. 

Nesse caso, deve-se priorizar o que é relevante de fato para a turma, ao mesmo tempo repensar as formas de mediação dos conteúdos e de avaliação da EJA.

O jovem e o adulto trazem consigo uma história de conhecimentos e saberes acumulados, e ainda reflexões sobre o mundo. Nós enquanto professores, podemos capitalizar isso por meio de atividades que remetam ao cotidiano deles e exemplos que unam informação teórica com experiência de vida.

Se nós educadores valorizarmos a sabedoria dos alunos e estabelecermos analogias e ligações com a realidade deles, vai facilitar em muito o processo de aprendizagem, ao mesmo tempo em que os estudantes vão se sentir menos tímidos, rompendo assim o desconforto de estar aprendendo tardiamente.

Além das dificuldades de se avaliar os alunos da EJA, professores essencialmente da rede pública, se deparam com a escassez de materiais específicos para essa modalidade de ensino. Para driblar a questão, é necessário criar estratégias didáticas capaz de contribuir na formação do aluno enquanto sujeito histórico.

Outra realidade ainda dessa modalidade de ensino é a evasão escolar. Ao atrair o adulto para a escola, é preciso garantir que ele não a abandone.

Certamente as altas taxas de evasão têm origem em vários aspectos, entre eles: a má formação de professores, o uso de material didático inadequado para a faixa etária, os conteúdos sem significado, as metodologias aplicadas por professores despreparados e em horários de aula que não respeitam a rotina de quem precisa estudar e trabalhar.

Problemas como esses podem ser amenizados quando há políticas públicas comprometidas com uma educação de qualidade, ao mesmo tempo em que professores passam a conhecer as especificidades desse público e usa a realidade do aluno como eixo condutor das aprendizagens.

Para Nóvoa (1997, p.26),: “A troca de experiências e a partilha de saberes consolidam espaços de formação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenhar, simultaneamente, o papel de formador e de formando.”

Desta forma, as aulas não devem ser elaboradas de modo simplesmente a repassar informações, mas devem despertar o interesse do educando sobre determinado tema, tornando assim a aula o mais interessante e dinâmica possível.

Sendo assim, Antunes(2003) acredita que,”o procedimento do ser humano não pode ser pensado como um processo que reage sempre igual numa determinada circunstância, mas como algo que depende do meio em que este ser está inserido e nunca pode deixar de levar em conta o papel transformador deste ser, sua capacidade ou potencial, em toda a aprendizagem”.

No início das aulas, os alunos não paravam de perguntar o que iria ser cobrado na “prova”. Na verdade, entendia a preocupação dos alunos, pois, estavam acostumados a decorar as informações e depois reproduzir como comprovação do que aprenderam.

Diante dessa realidade, procurei articular os conteúdos socialmente produzidos com a realidade dos educandos. A intenção era que os alunos não aceitassem facilmente as informações, considerando apenas significativas àquelas que estão mais evidentemente explicitadas e expostas no livro didático ou nos documentos, mas que procurassem informações em detalhes não facilmente observados. Neste contexto, é necessário que os professores questionem as visões tradicionais do ensino de História e da própria educação de jovens e adultos.

Em outras palavras, o professor de História deve ser alguém que domine não apenas os métodos de construção de conhecimento histórico, mas também um conjunto de saberes e mecanismos processuais que possibilitam a socialização desse conhecimento histórico. Para Tardif (1991,p.224) “Saber alguma coisa não é mais suficiente para o ensino, é preciso também saber ensinar”.

Refletir sobre a formação e a prática do professor é de fundamental importância se, realmente, se quer mudar a educação. Proponho um ensino que possa desenvolver uma postura critica e reflexiva, diante do conhecimento pensado como construção social e cultural, e não como um campo de ciência neutro, externo aos sujeitos.

É imprescindível que os professores sejam capazes de impor um novo paradigma epistemológico, reformulando a todo momento saberes com vista a atingir uma práxis transformadora.

E quanto à avaliação na EJA? Acredito que ela não pode ser igual à de outros níveis de ensino. Defendo a flexibilização do currículo para avaliar melhor. A marca da história da EJA é a marca da exclusão e submissão estabelecida historicamente entre a elite e as classes populares no Brasil. 

Uma relação que perdura até hoje nas iniciativas que parecem tratar a EJA como um favor, uma compensação, algo inferior, para pessoas inferiores.

Paulo Freire, que representa um marco para a EJA, afirmava a necessidade de o educador (re)educar-se para atuar ao lado dos oprimidos e a seu favor.

O professor deveria segundo Freire, auxiliar o aluno no seu processo de conscientização através de um procedimento pedagógico de problematização, sendo um mediador democrático, optando metodologicamente pelo diálogo e pela interatividade, que acabaria por igualar professor e aluno como sujeitos que aprendem mutuamente.

Mas quanto à avaliação, qual é o seu sentido no processo educativo? A avaliação não deve servir como um instrumento de tortura ou punição, mas sim uma forma de perceber os avanços e dificuldades dos alunos e como indicador para a prática pedagógica do docente, com vista a atingir uma práxis transformadora.

Renata coelho Nogueira

Licenciada em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Aluna do curso de pós-graduação em EJA do Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo
Contato renatacoelho22@hotmail.com

Referências Bibliográficas

ANTUNES, Celso. Vygotsky, quem diria?!: Em minha sala de aula. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

EDUCAÇÃO e mudança. Produção de Paulo Freire. São Paulo: BB-Educar, 1994. 1 Videocassete (51 min.): VHS, Ntsc, son., color. Com narrativa. Didático.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

HAYDT, Regina Célia C.Curso de didática geral. São Paulo: Ática,1997.

NÓVOA, Antonio. (coord). Os professores e sua formação. Lisboa-Portugal, Dom Quixote, 1997.

TARDIF, M.; LESSARD, C.; LAHAY, E. Os professores face ao saber: esboço de uma problemática do saber docente. Teoria e Educação, n. 4, 1991.

Essa entrevista foi publicada no Jornal do Brasil em 27 de abril do ano 2000. Site: www.luckesi.com.br/artigosavaliação

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16 COMENTÁRIOS

1 Bispo Portinari. - Brodowski
Eu ja ha anos estou na rede publica estadual. Agora estou tendo minha primeira experiencia em dar aula a noite e para alunos do EJA, estou gostando desta nova experiencias... Abçs.
02/11/2012 11:59:21


2 Maria Izabel de souza Araújo - São José do Sabugí_PB
Leciono na EJA á três anos e aprendi muito com a experência de vida dos alunos. Eles são meros formadores e doutores de exemplo de vida para nós educadores.
18/04/2012 07:35:38


3 Maria Izabel de souza Araújo - São José do Sabugí_PB
Leciono na EJA á três anos e aprendi muito com a experência de vida dos alunos. Eles são meros formadores e doutores de exemplo de vida para nós educadores.
18/04/2012 07:35:37


4 maria augusta ribeiro dos santos - contagem minas gerais
quero saber que vai ter matricula do segundo Semetre vou muda para garça 30 julho quero estudar
18/06/2010 11:20:05


5 Lucimar Simon - Vitoria
Otimo texto, interessante, como a educaçao toma certos rumos, a preocupaçao dos especialistas em educaçao e a apropriaçao de certos conceitos nos faz entender o quanto a cada dia a educaçao vem difusa a sua realidade. ate mais...
08/06/2010 15:48:21


6 edileuza ferreira - garça
li td a materia e parabens!!! estou indo morar na capital no começo do ano e gostaria se possivel me indicasse uma escola onde eu possa termina meus estudos !EJA!pois parei na 8 serie,por motivo de força maior,completei 50 anos agora e sinto nessecidade de termina os meus estudos . grata e boa noite. ah quero uma escola pelo estado pois não me encontro em condições de pagar,que seja no bairro da lapa. EDILEUZA FERREIRA
15/10/2009 18:31:53


7 ana flávia - itaporã
ADOREI a matéria faço pedagogia e o pf pediu p/ escrever um artigo sobre o eja e esse me ajudou muito. Obrigada
18/06/2009 21:13:29


8 MARINETE BEZERRA DE SOUSA - Brasilia DF
Já fui aluna do ensino da EJA e hoje estou cursando Pedagogia portanto uns dos meu professores me pediu para que eu desenvolvese um artigo e eu escolhi fazer ensima do assunto da EJA, e portanto gotaria de saber Quais são as possibilidades que a EJA trás em beneficio a escolarização dos dicentes?Tabém quais os metodos que os professores utilizam para solucionar essas dificuldades?
23/05/2009 19:07:16


9  Nelzita Ferreira Alves - Campo FormosoBa
Bom eu sou Nelzita,aluna do 5º período do curso de história da faculdade FTC, eu quero dizer que a pessoa que faz o EJA não é porque ele seja passivo ou neutro, eu por exemplo passei por escolas regulares, até fiz o 1º ano de magistério e como precisava trabalhar tive que optar por fazer EJA, mas não vi diferença nemhuma nos conteúdos, eu sempre tive um desenvolvimento muito bom e foi no EJA que mais aprendir a matemática, a redação e o português, sei que muitas vezes quem faz esse tipo de estudo é recriminado, mas o desenvolvimento do aluno vai depender e muito do professor, o professor tem que ter primeiramente amor pela profissão, valorizar os educandos e procurar a desenvolver uma prática pedagógica que condiz com a realidade educacional, não é porque o aluno faz EJA que deve ser reduzido os conteúdos, e sim deve levar em conta a aprendizagem do aluno e o seu desenvolvimento, eu mesmo nunca aceitei a decoreba e acho isto ridículo, o professor tem que fazer aulas dinâmicas e diferentes e avaliar o aluno de acordo com a sua capacidade. Temos sim que lutar por profissionais capacitados e qualificação profissional e políticas voltadas para esse alunado que por muitas vezes vão em busca de um ensino de qualidade e muitas vezes se depara com pessoas que só pensam em seu bolso e esquecem de trnasmitir o principal, achando que somos apenas depósitos de conteúdos ou gavetas. Desculpa era pra fazer um comentário e terminei fazendo um texto é porquê já passei por isto, redação mesmo o professor sempre mandava eu fazer, e eu fazia quando eu recebia tinha lá um enorme ponto de ? como era que eu ia aprender fazer uma redação se ele nunca tinha me ensinado a fazer uma e no momento em que eu errava ele nunca me explicava e nem questionava e hoje eu agradeço ao EJA e minha exprofessora Lourdes de Portugues e minha exprofessora de história Joana D`Darc, pois eu hoje sou um exemplo estou fazendo faculdade, tenho meu emprego que foi fruto de um concurso, portanto desejo que todos os professores veja o aluno como um trasmissor de conhecimentos e não como gavetas. Abraços Nelzita discente do curso de licenciatura em História. 20/05/09
20/05/2009 21:27:37


10 Maria Tereza Grangeiro - Boa Vista-RR
Acredito em que a desistência desses alunos na maioria das vezes sobre o trabalho ter sido em primeiro lugar em suas vidas.Precisamos em modo geral a educação repensar em sua pratica pedagogica em um processo de conscientação como um todo. Como posso trabalhar a historia desses alunos para publicar em artigos? 19.06.08 às 10:19
19/06/2008 11:19:23


11 maria do carmo duda - Tapurah MT
gostaria de saber os motivos que levou os alunos a abondonar os estudo, e de terem retornado depois de alguns anos.
22/04/2008 23:08:26


12 Eloina Lima Alves - Aracaju-Se
Prezada mestra, li o seu Artigo e muito me emocinou de saber que xiste mestre que enxerga o aluno(a) como ser que merece o devido respeito na sala de aula como ser pensante que constroi história. Porém o mais comum é encontrar professores com oolhar diferenciado para com os alunos da EJA como seres incapazes . A toodo momento me questiono : Será que somos capazes de trabalhar com a diferença sem sermos diferentes. Os profissionais da educação precisa pesquisar mais, estudar mais e se conscientizar que se a busca do conhecimento não de nós, como podemos entender o outro?. Nem o ensino dito "regular" não sabemos ainda fazer com os nossos alunos prossigam nos estudos! E com os alunos da Eja o crime cometido ainda é maior. Atenciosamente, Eloina Lima Alves Professora da Eja 4a série
22/04/2008 15:39:00


13 Bruno Ferrari - São Paulo,SP
De que materiais eram feitos essas construsões de castelos?
25/02/2008 20:57:58


14 Edna Maria Barbosa Arrebola - Serra/ES
A professora Renata foi muito feliz quando aborda no artigo alguns aspectos cruciais para o exercício e prática docentes: formação dos professores, currículo, avaliação, falta de recursos materiais, entre outros. Entretanto, vivemos uma realidade resultante de políticas educacionais excludentes, e o que se observa é um número expressivo de alunos em defasagem idade/série nas salas de aula do ensino regular. Isto é um grande desafio e faz-se necessária uma profunda reflexão visando buscar alternativas que, se não solucionarem o problema, ao menos possam minimizá-lo. Portanto, adequar os conteúdos, repensar metodologias e estratégias que correspondam à realidade dos alunos não se aplica somente à modalidade EJA. Ressignificar a escola em todos os aspectos é o que precisamos urgentemente.
22/07/2007 22:25:56


15 ORILDES FATIMA TOMAZONI BORTOLOMEDI - AMPERE
Adorei ler seu artigo, também sou professora de História do EJA e percebo que temos os mesmos princípios na forma de trabalhar com esta clientela.São realidades completamente diferentes dos alunos do ensino regular.
21/06/2007 11:46:39


16 Leticia Coelho Nogueira - Serra
A complexa arte de ensinar a partir dos conceitos já existentes em um grupo tao heterogêneo, e por se tratar de adulto essa diversidade torna-se ainda mais evidente, é um desafio cada vez menos aceito pelos educadores seja de qual área seja. Dá trabalho. Requer um constante planejar. Não se pode mais usar a mesma metodolgia e conteúdos todos os anos. Acredito que o maior desafio seja a capacitação do profissional, bem como sua valorizaçao e condiçoes de trabalho, formando assim, um profissional capaz de "saber ensinar".
28/05/2007 02:36:44


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