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Planeta Literatura
 

Por que não somos bons ouvintes? - 19/06/2012
Professor Menegatti

Existem algumas razões pelas quais não ouvimos eficazmente os outros:

• Não aprendemos como ouvir:

O livro do Dr. Ralph Nichols apresenta uma pesquisa do processo de comunicação. Aqui está a forma como dividimos nossa comunicação: 9% escrevendo, 16% lendo, 33% falando e 40% ouvindo.

Mesmo antes de entrarmos na escola, nossos pais trabalham conosco para desenvolver nossas habilidades de escrever, ler e falar.

A seguir, durante toda nossa educação fazemos cursos para melhorar estas habilidades básicas.

Além disso, poucas pessoas crescem em um ambiente familiar tendo um bom ouvinte como exemplo.

Durante toda nossa vida recebemos feedback positivo quando falamos corretamente ou mostramos nossa sabedoria por algo que dissemos. Contudo, raramente somos elogiados por nossa capacidade de ouvir.

No entanto, vemos que cursos de audição são normalmente partem de treinamentos avançados em comunicação ou psicologia.

Essa é uma constatação triste considerando a quantidade de pesquisas que agora estão disponíveis a respeito de valores da audição na construção de relacionamentos eficazes.

• Ouvir requer muita atenção:

A maioria das pessoas tem dificuldade em se concentrar. De fato temos orgulho em fazer muitas coisas ao mesmo tempo, o que realmente impede a concentração.

Você provavelmente sabe que uma pessoa normal pensa de quatro a cinco vezes mais rápido do que pode falar. Isso significa que temos a capacidade mental de pensar a respeito de mais de uma coisa de uma só vez e muitas pessoas fazem exatamente isso enquanto a outra está falando.

Fazemos todos os tipos de coisas, planejamos as respostas, pensamos a respeito de nossa reunião amanhã com o nosso chefe, avaliamos o que a outra pessoa está dizendo, decidimos se concordamos ou não com suas opiniões.

Penso que as conversas seriam bem mais produtivas se simplesmente estivéssemos dispostos a ouvir e compreender o que o outro tem a dizer.

• Nossas crenças distorcem o que ouvimos:

Nosso passado forma crenças que são os filtros através dos quais experimentamos a vida. Trazemos experiências anteriores para cada nova conversa.

Mesmo quando encontramos uma pessoa pela primeira vez, trazemos nosso histórico de situações semelhantes.

Isto cria um conjunto de filtros predeterminados para nossa audição que, na maioria das vezes, distorcem a mensagem da outra pessoa.

Já aconteceu comigo e deve ter acontecido com você de estar conversando com uma pessoa e ela lembrar de alguém que não lhe era muito simpático e você transferir a antipatia por ela lembrar essa pessoa.

Por que isso acontece? Porque os ecos de nosso passado abafam o que está sendo visto e dito por nós.

• Conflitos com a falta de comunicação:

Os conflitos são mais facilmente resolvidos quando as necessidades são identificadas.

Chega uma hora que a pessoa mais defende a posição do “eu estou certo e você errado”, passando a limitar outras opções que possam satisfazer tanto as suas, quanto às necessidades da outra pessoa.

O problema é: investiram tanto esforço para defender uma posição que não querem parecer tolos ou que estão errados quando recuam.

Existe uma história circulando pela internet que fala de três homens cegos estudando um elefante.

Quando solicitados a descreverem o elefante, um dos cegos, com os braços ao redor de uma das pernas do animal diz: “um elefante é como um tronco de uma arvore”. Outro, segurando a tromba, diz: “o elefante é como uma cobra”. E outro tateando a lateral larga do elefante, diz: “não, vocês estão errados. Um elefante é tão grande quanto à parede de um celeiro”. “O problema todo é saber quem estava certo”.

Na realidade, todos estavam certos em suas perspectivas pessoais e todos estavam errados sob as demais perspectivas. Muitos de nossos conflitos são semelhantes.

Dentro de uma empresa, cada pessoa ou departamento tem uma visão limitada da situação global, apesar de defender sua posição como se fosse à única.

Geralmente quando se chega a uma solução para o conflito, a ideia que não foi vencedora aceita o desfecho com má vontade e quase sempre com ressentimentos no relacionamento.

Uma solução boa para impasses é tentar obter o maior número de soluções possíveis antes de avaliar ou discutir qualquer uma.

Evite, a todo custo, criticar ou avaliar as soluções da outra pessoa, uma vez que isso emperra o processo de decisão.

Em vez disso escreva todas elas para uma revisão futura. Seria como um brainstorm na solução de conflitos.

Professor Menegatti é Conferencista em Vendas, Motivação e Liderança. Contato: menegatti@menegatti.srv.br

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