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Educação Profissional
Wellington de Souza Professor na área da Educação Profissional: construção civil em geral (carpintaria, armação de ferragens...) e construção industrial (elétrica residencial, eletricidade em geral, eletricista montador, eletricista força e controle); Graduando em Pedagogia; Empreendedor na área da Construção Civil.

Profissional Leão X Profissional Pato - 25/03/2010
Wellington de Souza

Como devemos nos preparar para o mercado de trabalho? Devemos ter como exemplo o pato ou o leão?

Vamos analisar as duas situações. Primeiro, o profissional leão. Quem nunca viu (mesmo que por vídeo) uma perseguição de um leão ou outro predador felino à caça de sua presa? É impressionante a estratégia utilizada.

Ao avistar um grupo qualquer de animais, digamos, menos favorecidos na cadeia alimentar, o predador não se empolga com o “banquete”, a ponto de colocar tudo a perder. Após rodear por várias vezes, o leão observa atentamente cada animal, para depois traçar a estratégia. Não se sabe ao certo o que se passa na cabeça do felino, ou qual o critério utilizado para fazer a escolha certa, mas é fato que ele escolhe a “dedo” qual animal atacar. Será o “salário gordo”? Ou a presa mais fácil? Qual será o seu critério?

Bom, após selecionar cuidadosamente o seu alvo, o próximo passo é ficar de “tocaia”, preparado e à espera da oportunidade para atacar. Quando ataca, nada tira seu foco. Ele passa perto de muitos outros, mas a escolha já foi feita. Algumas investidas mal-sucedidas acontecem justamente por conta disso. Ele gasta tanta energia que se não foi possível alcançar aquele objetivo, acaba por conquistar absolutamente nada.

O mesmo acontece com algumas pessoas no mercado de trabalho. Pessoas bem-sucedidas, pois têm foco, têm objetivos, sabem exatamente o que querem fazer e onde querem chegar. Por isso, escolhem o que querem fazer, preparam- se, especializam-se e atualizam-se constantemente naquela área. Após o período de preparação, o próximo passo é esperar a tão sonhada oportunidade para “atacar”. Quantas outras oportunidades e propostas recusadas. Mas, se a oportunidade não aparecer, ou se a investida falhar, não tem opção.

O outro lado da moeda é o profissional pato. Esse é o cara! O pato, você sabe, não tem uma única habilidade. Pelo contrário, o pato anda, nada e até voa. Mas, não é um expert em nenhuma de suas habilidades. Ou alguém já viu um pato, andar e correr como um guepardo? Ou nadar com a graça e a destreza de um golfinho? Voar como uma águia, então... meu Deus!

Esse é um tipo de profissional que, quando é abordado numa entrevista de emprego acerca do que faz, devolve a pergunta “Do que você precisa?”, é um verdadeiro faz-tudo.

Há pouco tempo, esse tipo de profissional era visto como eclético, o vulgar “pau pra toda obra”. Tinha noção de tudo, mas não era especializado em nada. Muito útil, mas no trabalho sempre deixou a desejar.

Uma boa derivação do profissional pato é o ganso. Este, embora tenha limitações parecidas com as do pato, tem a vantagem do trabalho em equipe. É um profissional mais moderno. Os gansos, ao migrarem, demonstram um comprometimento e um espírito de trabalho em equipe, principalmente com o revezamento do componente que fica exposto ao vento, cansando-se mais rapidamente. Se não existisse esse comprometimento, nenhum deles sobreviveria a viagens tão longas. Não é novidade para ninguém que o comprometimento com resultados e o trabalho em equipe são requisitos importantes para quem quer sobreviver no mercado.

Mas voltando para o leão x pato, quem leva a melhor?

Certamente são extremos e, como sempre, existe um ponto de equilíbrio entre os ambos. Não é muito fácil imaginar um resultado de um cruzamento entre um leão e um pato. Seria um “leopato” ou um “patão”? É bem mais fácil imaginar um profissional equilibrado, que pode exercer mais de uma função com qualidade, sem se descuidar de sua especialidade.

Tudo indica que esse seja o perfil do profissional de um futuro próximo. Esse equilíbrio pode ser alcançado com muito esforço e dedicação. E é interessante tanto para quem emprega, pois terá um profissional que pode suprir eventualmente a falta de um especialista por algum tempo, e é bom também para o empregado, que sempre terá seu espaço garantido e a confiança de seus líderes.

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1 COMENTÁRIOS

1 wellington - jandira
e as oportunidades que ninguém quer dar , quer tratar os funcionários igual um escravo
30/03/2011 15:38:25


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