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Educação Profissional
Erika de Souza Bueno Coordenadora Educacional da empresa Planeta Educação; Professora e consultora de Língua Portuguesa pela Universidade Metodista de São Paulo; Articulista sobre assuntos de língua portuguesa, educação e família; Editora do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br). E-mail: erika.bueno@fk1.com.br

“Filho de peixe, peixinho é” - 22/02/2010
A escolha da profissão

Quando decidimos ser pais, é perfeitamente natural desejarmos que nossos filhos se pareçam, o máximo possível, conosco. Ao nascer, procuramos em cada gesto as semelhanças que nos asseguram que o nosso bebê será tal como nós e, ao primeiro sinal de alguma afinidade, ficamos orgulhosos, satisfeitos e felizes.

Contudo, essa busca por proximidade perpetua-se em todo processo de crescimento de nossos filhos e passa a ser evidenciada não apenas em questões físicas, mas também, estende-se a muitos outros setores da vida do jovem, incluindo aqui, a vida profissional.

Há muitas famílias que procuram direcionar seus filhos na escolha da profissão, desejando que eles façam uma escolha sensata, de acordo com o ponto de vista do pai, mãe ou outros. Isto ocorre porque todos os pais têm a seu favor anos de muita experiência (o que deve ser devidamente valorizada) e, por isso, julgam-se no dever/direito de ditar o que é melhor ou não para a futura vida profissional de seus filhos.

As intervenções dos pais, a respeito do que o jovem deseja para a sua vida profissional, devem (diferentemente do que alguns acreditam) ser feitas e consideradas, sim. “Em qual área estudar” é momento de extrema importância na vida de todo aquele que deseja ter uma vida digna, sendo, neste caso, indispensável o auxílio de alguém mais velho, mais experiente e que deseja o bem-estar do jovem indeciso ou convicto do que quer para o seu futuro profissional.

Porém, todo pai deve ter cuidado para não ultrapassar os limites naturais da individualidade de cada um, evitando imposições do tipo “sou seu pai, sei o que é melhor para você”, até porque frases assim costumam causar sérias resistências no jovem que precisa assumir mais uma etapa da sua vida, que é a escolha da profissão.

É importante os pais conscientizar o jovem da responsabilidade que é escolher uma área para atuar profissionalmente, não assumindo, em hipótese alguma, esta responsabilidade. Insatisfeito com a área profissional que estiver estudado (ou já formado), o jovem deve ter a consciência que fora ele mesmo que a escolheu, e não transmitir isso a mais ninguém.

Tenha sempre em mente que até mesmo essa postura é adequada à boa formação de nossos filhos, ainda que digam não se sentirem satisfeitos com a escolha feita. É necessário se ter consciência que é relativamente comum pessoas em vários segmentos passarem por momentos semelhantes na área que se escolheu, mas até mesmo em casos assim é necessário fazer o melhor, pois ninguém deve ser responsabilizado pelas nossas insatisfações.

Todo aquele que deseja orientar o jovem na sua escolha profissional deve ter cuidado, também, para não querer que o jovem se forme na área dos “sonhos” que podem não são os dele.

Com isso, quero dizer que é possível que no decorrer das nossas vidas tivéssemos almejado rumos diferentes dos quais foram tomados, ou seja, algum motivo impediu que nossos objetivos/sonhos fossem vividos. Esses sonhos não realizados podem ser uma armadilha para que agora, no papel de orientadores, desejarmos concretizá-los na vida do outro. Deve-se, evidentemente, considerar que os nossos sonhos e desejos, muitas vezes, não são os dos nossos filhos e esta individualidade deve ser respeitada em todo momento.

Por fim, ainda que possa parecer frustrante para nós, enquanto bons profissionais e pais, ver nossos filhos escolhendo algo para a vida profissional deles totalmente diferente do que imaginávamos, temos que dispensar a boa compreensão, pois no que diz respeito ao ramo profissional, “filho de peixe, não precisa ser exatamente peixinho”.

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2 COMENTÁRIOS

1 LILIAN JANE - MONTES CLAROS/MG
BRILHANTE SUA COLOCAÇÃO, ÉRIKA! ACREDITO QUE OS FILHOS AO FAZEREM O TESTE VOCACIONAL, ACABAM POR OPTAR POR ÁREA EM QUE JÁ TEM VÍNCULO COM O QUE SE VIVE EM CASA NO SEIO FAMILIAR... AINDA MAIS SE ELES TEM EXEMPLOS DE GARRA E FORTE DEDICAÇÃO DOS PAIS PELO OFÍCIO EM QUE ESTÃO INSERIDOS, ESTA É A DEIXA PELO QUAL ELES NÃO ADENTRARÃO EM OUTROS RAMOS TÃO DISTANTE!.... EU TENHO EM CASA UM PEIXINHO QUE ESTÁ APAIXONADO PELAS HUMANAS... HISTÓRIA, DIREITO.... CARPIE DIEM!... ABÇS.
22/05/2011 13:24:23


2 Elisete Baruel - São José dos Campos
Prezada Érika Parabéns pelo artigo e pelo título muito convidativo. Você conduziu bem as orientações aos pais e educadores sobre a escolha profissional de nossos jovens. Abraços, Elisete Baruel
23/02/2010 17:31:58


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