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A Semana - Editorial
João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Pedofilia Online - 16/07/2009
Cuidado, seu filho pode ser a próxima vítima...

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A pedofilia (também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade) é a perversão sexual, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto está dirigida primariamente para crianças pré-púberes, ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade que vai dos 10 aos 13 anos para as meninas e dos 12 aos 14 para os meninos, podendo variar em cada caso e em ambos os sexos. A pedofilia é classificada como uma desordem mental e de personalidade do adulto, e também como um desvio sexual, pela Organização Mundial de Saúde. Os atos sexuais entre adultos e crianças abaixo da idade de consentimento (resultantes em coito ou não) é um crime na legislação de inúmeros países. Em alguns países, o assédio sexual a tais crianças, por meio da Internet, também constitui crime. Outras práticas correlatas, como divulgar a pornografia infantil ou fazer sua apologia, também configuram atos ilícitos classificados por muitos países como crime. (Fonte: Wikipédia)

Assisti, estarrecido, a uma matéria produzida pelo programa CQC, da TV Bandeirantes, sobre pedofilia. No quadro em questão, o repórter Danilo Gentili, assessorado por uma atriz de 24 anos, que tinha certamente aparência de muito menos, podendo com facilidade passar por adolescente, entravam em salas de bate-papo na Internet e estreitavam comunicação utilizando um webcam.

Danilo ficava de lado, oculto, assim como a equipe de filmagem da Bandeirantes. A moça conduzia conversas em chats e dizia ter 15 anos. Foram então filmadas algumas situações de pedofilia em que homens adultos, com faixa etária identificada por eles mesmos através da web como sendo entre 29 e 50 anos de idade, tentavam induzir a moça a realizar o que chamavam de “sexo virtual”.

Quase todos eles também acabaram, de alguma forma, apresentando informações sobre suas atividades profissionais (havia entre estes “cidadãos” um advogado e um policial, agentes da lei que deveriam combater a perversão que estavam a realizar). Em todos os casos a situação beirava o ridículo e o constrangimento e embaraço de Danilo e da jovem atriz eram evidentes. A situação chegava a tal nível de descontrole dos pervertidos (avisados em mais de um momento do chat que a moça tinha 15 anos, sendo portanto menor de idade, o que de acordo com as leis brasileiras constitui crime), que eles utilizavam palavras chulas, incitavam a moça a mostrar-lhes o corpo e, de frente para suas webcams, tiravam suas roupas e começavam a se masturbar...

A TV Bandeirantes e os produtores do CQC tiveram todo o cuidado de não mostrar nada que fosse constrangedor ou ofensivo demais para o público que assistia ao programa. Quando os pedófilos começavam a tirar a roupa ou “entrarem no clima”, a moça dizia que ia fechar a porta e, Danilo, entrava em cena para acabar com a “festa” daqueles marginais que se escondem atrás de suas webcams e de seus computadores. Como não podia deixar de ser, a partir do momento em que o repórter aparecia, os delinquentes abandonavam suas transmissões via web e desapareciam rumo ao anonimato que pensam existir no mundo virtual...

Anonimato este que certamente é apenas virtual, pois há vários meios de rastrear e detectar as pessoas que participam, estimulam e se ocultam dentro de casa, imaginando que escaparão ilesas quanto à contravenção que estão cometendo. Pedofilia é crime, constitui perversão, relaciona-se a distúrbios de comportamento e, certamente, como se pode comprovar com a reportagem do CQC, está muito mais perto de seus filhos do que você possa imaginar.

Adultos, com profissão e renda definidas, muitos deles estabelecidos quanto a relacionamentos (vários casados), certamente também tendo filhos ou filhas em seus lares, podem tentar entrar no computador de suas crianças e/ou jovens a partir de uma sala de bate-papo para induzir, seduzir, enganar e atentar contra o pudor dentro de seu mais estimado tesouro, a sua família.

E o pior, podem ainda obter imagens e dados da sua casa e de seus filhos, colocar estes dados na rede mundial de computadores e expor você e seus familiares a situações constrangedoras que, depois, certamente irão lhe causar grandes prejuízos. O que fazer?

Há duas medidas preliminares de grande importância. A primeira é o diálogo com os filhos menores de idade para informar, orientar, escutar, trocar ideias e organizar ações de uso inteligente e adequado das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), ou seja, computadores, periféricos e a Internet. Proibir o uso da web ou de funcionalidades como comunicadores instantâneos e chats não é o melhor caminho. Entender para que servem e definir meios de utilização que sejam sadios é o que deve acontecer. Neste sentido, é imprescindível que os pais compreendam e também se tornem usuários das TICs para acompanhar seus filhos. Por isso mesmo falamos que este primeiro caminho é o diálogo, ou seja, pelo fato de se definir, a partir da troca de informações entre pais e filhos, uma clara demonstração de carinho, apreço, preocupação, amor...

A segunda ação consiste em monitorar, com o consentimento e compreensão dos filhos, os caminhos da Internet que são trilhados por sua prole. Esta ação depende da primeira e é condizente até certo ponto, para que não se configure a tão temida “invasão de privacidade” que os garotos e garotas tanto se preocupam. Consiste em, por exemplo, deixar o computador sempre em local de fácil acesso para toda a família (nada de computadores no quarto). Outra medida necessária relaciona-se ao fato de delimitar os horários de uso e acesso à internet (usar o micro de madrugada, por exemplo, está fora de cogitação). Demonstrar que a web é uma ferramenta que deve ser usada como apoio para estudos, lazer, trabalho, comunicação e algumas outras finalidades é também importante.

Com isto, o que se pretende é mostrar que a vida na rede apenas complementa as ações do mundo real e que, verdadeiramente, o que há de maior valor não é o que está no mundo virtual, mas o que vivemos aqui fora, com nossas famílias, amigos, colegas de trabalho...

Obs.: Medidas jurídicas de combate a pedófilos compõem esforço essencial na luta a este crime tão perverso e constituem o passo a ser dado em caso de consumação de ações de tal natureza relativamente a sua família. Em casos assim, é importante que sejam acionados os representantes da lei e especialistas em informática para rastrear os pedófilos para evitar que eles voltem a atentar contra familiares  e, ainda, que ataquem em outras frentes.

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5 COMENTÁRIOS

1 Lucas Augusto Monteiro de Castro - PirangaMG
O complexo comportamento obssessivo e compulsivo do ser humano é objeto de estudo da psicologia e da medicina há muitos anos. A obssessão surge de algumas visões, de certas idéias ou de determinados pensamentos que precisam ser executados de qualquer forma, custe o que custar, doa a quem doer. Já a compulsão, está relacionada com a repetição do padrão de comportamento associado às idéias iniciais. Como definição, o ato da pedofilia está muito bem caracterizado: perversão sexual. As medidas sugeridas de acompanhamento educacional das crianças e dos adolescentes são próprias e fazem sentido no contexto. O que me preocupa é o caráter patológico do comportamento obssessivo e compulsivo. Será ele um sintoma de uma sociedade hedonista que busca o lucro sobre todas as coisas? Será ele produto de um sistema que coloca o ser humano como objeto descartável da ação civilizatória? Será ele uma manifestação da ausência de sentido que a existência humana está sujeita a ter? Freud nos esclarece quando afirma: o ser humano é um ser de falta! Em relação à pedofilia, qualquer atitude da sociedade será apenas de defesa, prevenção e punição. Uma das missões do educador é auxiliar o educando na busca da essência singular dos pensamentos, das palavras e das atitudes. Uma das formas de se fazer isto é mostrar a possibilidade real da existência do amor. Não existe regra, manual ou fórmula para isto. Orientados para a concretização dos valores e das atitudes dentro da ética, os currículos ocultos e as subjetividades que se fazem presentes dentro da sala de aula são descritores relevantes na prática da formação do ser humano. Nunca é demais lembrar que o aluno já traz do seio familiar o genótipo e o fenótipo de sua herança física e psíquica, norteando sua visão de mundo com seus significados próprios. Assim sendo, o currículo oculto é apenas uma ferramenta de auxílio, longe de ser solução. Se o educador tiver a consciência e o tato necessários, poderá transcender a grade disciplinar conteudista e estará contribuindo com sua parcela para a redução desta triste estatística social. Até breve!
07/08/2009 14:30:14


2 não conto - não falo
eu acredito que todas as crianças devem ter acesso a outras pessoassem mesmo conhecer e por isso que deixo meus filhos ultilizarem a web liivremente mesmo eles possuindo apenas 6 e 5 anos
28/07/2009 23:40:34


3 bethequeiroz63@hotmail.com - Iturama
Pedofilia é crime!
27/07/2009 23:17:38


4 Vivian Andrade - São Paulo SP.
Concordo com o comentário da VanessaSão Vicente. Infelizmente fatos que ferem a moral e o caráter da sociedade já se tornaram comuns, é uma hipocrisia deslavada, quem está aqui para nos defender é quem mais comete os maiores erros. Em quem se ESPELHAR? Não sou mãe ainda, mas infelizmente a dificuldade da vida, tem afastado os pais de seus filhos, eles fogem da sua real responsabilidade EDUCAÇÂO a maior herança que se pode deixar, além das nossas crianças voltarem a ser crianças e brincar. A criança deve brincar e não ficar se preocupando com a infância. Pais, Professores e a Sociedade...o tripé para as mudanças.... Como profissional de Marketing defendo Menos Publicidade Infantil
27/07/2009 18:39:58


5 Vanessa Almeida - São Vicente
Não assisti á referida reportagem mas soube através de meu noivo e fiquei profundamente indignada com a práticadessas pessoas. Não digo que fiquei suspresa até porque [infelizmente] estes casos são cada dia mais comuns. O que me preocupa é que, atualmente, o monstruoso, o socialmente incorreto, o errado temse tornado comum. Matar uma família por causa de ums divisão de frango para muitos se tornou comum, torturar o autor de um delito também, bem como desejar manter relações sexuais com uma criança. É um fato: vivemos numa sociedade de valores distorcidos, de hipocrisia onde um advogado e um policial dizer agir em prol do cumprimento das leis mas eles mesmos se põe à margem dela. E pior: os pedófilos que são detidos justificam suas ações dizendo que crianças têm opinião! Ora, enquanto não houver participação ativa dos pais na na educação dos filhos, mais vigilância do que eles acessam na web e uma conscientização das crianças de valores referentes a sua própria sexualidade e punições mais sevras aos pedófilos, os pervertidos existentes nas mais diversas sociedades continuarão a fazer novas vítimas.
16/07/2009 23:15:03


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